It Has Been in My Mind: How Former Tanzanian Youth Activists Remember and Justify their Present Social Actions

Literature on activism in Sub-Saharan Africa gives us a good glimpse of how activism work operates at a point in time. However, there are few studies that show the long term effects of activist work over time especially how founding ideas are reworked and diverge from their initial use. My paper will examine how a group of Tanzanian former activists retrace, remember and justify their present actions and worldviews based on their involvement in a youth activist group in the 2000s. It will be a retrospective and present analysis of their activist work nearly fifteen years since their inception. It is a study based on the work of youth activist group called Aang Serian peace village, which means “House of Peace” in Masai language. Aang Serian was based in Arusha, Tanzania.  Aang Serian advocated the use of Tanzanian traditions as a basis for developing solutions for youth marginalization in urban areas during the transition period from socialism to market economy in Tanzania. Using interviews with former members, their discussions in social media and participant observation spanning over fifteen years, I show how the former member of Aang Serian argue their involvement in the activist work constitute them as a distinct group and individuals, a process that have changed how their think and act with different actors. These former activist use the term Aang Serian spirit to characterize their distinct identity and mode of social action. My paper will suggest that studies that pay attention to activism and its effects over time can illuminate the ways that individuals and groups citizen identities are transformed and sustained, changes that are sometimes difficult to access during the moment itself.

 

Mohamed . Ifakara Health Institute . mwalukere@gmail.com

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Empoderamento de meninas e mulheres negras em Guiné Bissau. uma experiencia da cooperacao internacional

Freire em seus escritos sobre Cooperação Internacional,nos brindou com ensinamentos acerca de generosidades que os países africanas oferecem para nós diáspora africana no processo de transferência de tecnologia.Hooks se apropriou destas leituras e incluiu a este cuidado nas trocas visando o desenvolvimento de políticas públicas em gênero e raça com os princípios de amorosidade, escuta qualificada e garantia de protagonismo para que realmente possamos construir uma educação transgressora.Em 2012, enquanto bolsista da UNESCO de estar em Bissau para a construção de uma escola na comunidade São Paulo.Uma comunidade composta por cerca de 47 etnias oriundas de diversos municípios do interior, que me ensinaram que mesmo tendo o kriol como língua comum,existem muitas outras identidades culturais que configuram a querência de trocas entre meninas e mulheres que sonham com novos caminhos de humanização, desenvolvimento e protagonismo social.Partilhar a experiência de uma cooperante negra e ativista para compor um projeto desenhado pela Agencia Brasileira de cooperação em parceria com o governo de Bissau e a Organização das Nações Unidas.E seus desdobramento para a construção de uma roda de conversa com base na educação popular para que se apresentassem anseios e desdobrou oficinas de higiene,auto-cuidado, prevenção de cólera,malária e espaço de escuta sobre as violências sexuais vivenciados pelas praticas culturais; desde partilhas sobre mutilação genital feminina até as violências de casamentos poligâmicos violentos.Troca de experiência via acordo de Cooperação, privilegiando a educação entre pares, workshop, visitas em escolas, centros de saúde e casas.“Si bo ka kunsi kasa,pregunta nonde ki porta fika nel“ em kriol:se você nao conhece a casa, pergunta aonde fica a porta!

 

LIA MARIA DOS SANTOS . AME – ARTICULAÇAO DE MULHERES PELA EQUIDADE . CORREIODALIA@GMAIL.COM

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O vídeo-participativo na cultura jovem angolana

O acesso a meios de produzir informação audiovisual e de disseminá-la via mídias sociais tem ganhado cada vez mais espaço dentre a juventude angolana, principalmente com a possibilidade de acesso a determinados sites, mesmo sem conexão paga à internet, como o facebook, por exemplo.  Pode-se considerar que a produção audiovisual participativa e sua “vitalização” no mundo cibernético já é uma realidade da cultura jovem angolana e um instrumento importante para a conscientização e mobilização, tanto dentro quanto fora do país. Nossa proposta é trazer a experiência da ONG Omunga e de sua brigada de jornalistas, criada em 2006, no retrato da realidade local e na manifestação de seus sonhos, desgostos e construção de um país que respeita os direitos humanos. São dez anos de experiência e de atividades na criação de vídeos participativos produzidos por jovens que foram motivados e incentivados a canalizar em produção audiovisual seu anseio de ter voz, de usar sua linguagem e de retratar seus pares.  Com câmeras e de microfones, muita criatividade e coragem, esses jovens já produziram desde rap para a conscientização sobre o registro eleitoral até denúncia de desalojamentos forçados, que do vídeo “Não partam a minha casa” ganhou as ruas em manifestações. A resistência – e a insistência – também não os deixou desistir de se manifestar. Já foram censurados pela polícia na I Semana do Documentário Político, mas lançaram mão de outras estratégias de usar as ruas para exibir seus vídeos. Ganharam ainda o hábito pela escrita: nos casos em que não é possível filmar, fotografar ou fazer áudio, resumem em texto sempre com o espírito de cidadania. O poder do vídeo, a velocidade da internet ou das redes sociais são os meios alternativos para publicar o que produzem e se manifestar.

Jesse Lupfend . Omunga . jesselufendo1@gmail.com
Mirella Domenich . Minibus Media . mirella@minibusmedia.org

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The Hiphop culture and the production of local scenes in the post-colonial Context of African Portuguese-speaking countries: The case of Angola

“I wish I could say what I think about my country!”, this was the response of an Angolan youth in an essay on race relations in Brazil posted on Facebook. Curious, I asked why that exclamation, and she told me that she didn’t live in a democracy. Knowing that she is an activist of Hiphop culture, I asked again: and the rappers who talk about the country, what happens to them? They’re persecuted and tortured, she said. Still on Angola, in a face to face dialogue with another interlocutor I discovered that elements of the narrative about the history of Hiphop in Angola dialogue with the ideas of war, colonialism, State and nation and a young population’s desire for change. This research aims to investigate, amid the practices of Hiphop culture, youth narratives in the post-colonial context of Angola. Hiphop as a global phenomenon has produced, especially among marginalized communities, local scenes, and the hypothesis of this project is that in Brazil, Portugal and PALOP (African Portuguese-speaking countries) by means of it, regulated discourses in history, everyday reality and new expectations of life are being constructed, which destabilize conventional ideas of nation and dismantle conceptions about Portuguese colonialism. Having as subjects local articulations of Hiphop in Luanda, Angola, the objective of this research is to understand the senses and agencies that are constructed by means of this movement as well as its impact in this building society.

Jaqueline Lima Santos . Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP . santos.jaquelinelima@gmail.com

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Jovens com Curriculum Social: A Questão de uma Agenda para os Bairros Periféricos da Cidade da Praia

A partir do ano de 2012 surgiu, na cidade da Praia, uma forte intervenção comunitária de jovens com curriculum social, intensificando as intervenções para reduzir o mal estar da juventude. Verificou-se também uma tendência dos jovens em procurar a paz.  A violência nos bairros tem tido uma certa oscilação, às vezes subindo ou diminuindo de intensidade, consoante os períodos. A polícia tem aumentado a sua ação nos bairros, dando caça aqueles que cometem delitos e crimes. Nota-se que é preciso mais recursos e investimentos nos bairros, assim como mais trabalho, compreensão e responsabilização dos jovens. Definimos Curriculum Social como um tipo de intervenção comunitária dos jovens de bairros periféricos com base numa agenda própria (com enfoque na formação profissional, cultura, apoio escolar, atividades de ocupação de tempos livres, artesanato, desporto, etc.). Estes jovens podem possuir ou não diplomas académicos, sendo que a maioria não os têm, e intervêm, muitas vezes, longe das agendas públicas e dos media. Essas agendas dos jovens das periferias têm dado uma grande contribuição na resolução dos problemas, mormente da violência juvenil, devido a um trabalho positivo de consciencialização e pacificação dos jovens de bairros pobres e marginalizados, e também na mudança das estruturas socioeconómicas.

Nardi Sousa . Universidade de Santiago – Cabo Verde . nardi.sousa@us.edu.cv

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Discursos e posicionamentos políticos: mulheres e a participação política no processo eleitoral de 2014 na Guiné-Bissau

Neste trabalho pretende-se compreender e analisar as formas de participação política das mulheres no processo eleitoral de 2014 na Guiné-Bissau. Para o efeito, a metodologia utilizada baseou-se em análise de dados disponibilizados pela Comissão Nacional das Eleições – CNE, pelo Grupo de Apoio da Sociedade Civil – GOSCE. Assim como também recorreu a análise de programas dos partidos concorrentes, análise de conteúdo dos debates (radiofónicos e televisivos), conferência de imprensa e suportes de propaganda eleitoral (cartazes, dísticos, outdoors). Análise dos discursos que foram veiculados no decorrer da campanha eleitoral, bem como observação da posição dos candidatos em relação à igualdade de género para tentar perceber em que medida poderiam traduzir-se na concretização de uma estratégia de compromisso e responsabilização dos partidos políticos e candidatos face à participação política e inclusão das mulheres nas esferas de decisão e constituição de uma agenda de desenvolvimento centrada em políticas públicas de igualdade de género no país. Ainda, pretendeu-se resgatar a compreensão da interpretação dos resultados eleitorais na perspetiva das próprias protagonistas, permitindo assim uma leitura mais subjectiva da autorrepresentação sobre o desempenho político das mulheres na disputa do poder, num contexto pós-golpe de Estado, onde o jogo político tornou-se mais intenso e verbalmente violento.

Cleunismar Silva . Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas INEP . cleosi.2@hotmail.com

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Netus di Cabral i rivuluson. Os jovens e os protestos públicos em Cabo Verde

Os protestos políticos pós-2008 marcaram uma nova era de contestação a nível mundial, uma vez que criaram movimentos de contestação que ocuparam espaços não consolidados das estruturas e organizações sociais contemporâneas, por um lado, e propuseram novas formas de organização política, por outro. Em Cabo Verde, esta época inaugurou novas formas de protestos públicos, com os seguintes: a consolidação do rap como uma importante ferramenta de contestação; a emergência de petições públicas e do activismo cibernético; o reaparecimento de manifestações culturais como forma de protestos simbólicos; o activismo juvenil comunitário e ocupações de equipamentos públicos abandonados; e os protestos de rua mobilizadas através das redes sociais. Com a presente comunicação, que tem por base um trabalho etnográfico no contexto juvenil urbano cabo-verdiano, pretendo, por um lado, relacionar o mal-estar social e a (re)emergência da reivindicação da identidade africana por partes de jovens em situação de marginalidade com o Estado pós-colonial cabo-verdiano e, por outro, discutir de forma exploratória a emergência dos movimentos juvenis surgidos em Cabo Verde nos últimos anos.

Redy Wilson Lima . CICS.NOVA-UNL . redywilson@hotmail.com

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O Movimento Punk Brasileiro e a África: um debate sobre a percepção das problemáticas sociais e políticas africanas

O movimento punk brasileiro, que se enquadra nos aspectos dos grupos caracterizados como pertencentes ao underground, tem suas origens em fim dos anos 1970, mas seria nos anos 1980 que o mesmo se estabeleceria (com ênfase no Estado de São Paulo e no Distrito Federal) e demonstraria sua voz ativa de resistência em relação às problemáticas ligadas ao Terceiro Mundo. Porém um fato deve ser enaltecido sobre o movimento que foi, e ainda é, sua visão ampla e plural sobre a realidade mundial. Apesar que o movimento traz especificidades locais, há uma preocupação em poder exteriorizar que a consciência de muito dos integrantes do movimento não fica restrita à realidade local, mas em algo maior que pode ser em níveis que partem do local, chegando ao mundial. Dessa forma, nota-se que algumas das principais bandas, nos anos 1980 até os anos 1990, demonstraram uma necessidade, através da música, de relatar realidades que o continente Africano vinha sofrendo nesse recorte cronológico específico, proporcionando assim uma demonstração de que o movimento, que por um certo tempo foi visto como algo do tipo “no future”, tinha preocupações em caráter social e político (relembrando que até o ano de 1985 o Brasil viveu sob o controle de governos militares, o que motivou e embalou muitas bandas a nascerem) que era maior do que se poderia imaginar, ou seja, não ficando as críticas à realidade local, mas críticas em outras partes do mundo que também sofriam com problemáticas diversas, como era o caso do continente africano que foi enredo para muitas das músicas importantes dentro a cena punk brasileira. O movimento punk brasileiro, que se enquadra nos aspectos dos grupos caracterizados como pertencentes ao underground, tem suas origens em fim dos anos 1970, mas seria nos anos 1980 que o mesmo se estabeleceria (com ênfase no Estado de São Paulo e no Distrito Federal) e demonstraria sua voz ativa de resistência em relação às problemáticas ligadas ao Terceiro Mundo. Porém um fato deve ser enaltecido sobre o movimento que foi, e ainda é, sua visão ampla e plural sobre a realidade mundial. Apesar que o movimento traz especificidades locais, há uma preocupação em poder exteriorizar que a consciência de muito dos integrantes do movimento não fica restrita à realidade local, mas em algo maior que pode ser em níveis que partem do local, chegando ao mundial. Dessa forma, nota-se que algumas das principais bandas, nos anos 1980 até os anos 1990, demonstraram uma necessidade, através da música, de relatar realidades que o continente Africano vinha sofrendo nesse recorte cronológico específico, proporcionando assim uma demonstração de que o movimento, que por um certo tempo foi visto como algo do tipo “no future”, tinha preocupações em caráter social e político (relembrando que até o ano de 1985 o Brasil viveu sob o controle de governos militares, o que motivou e embalou muitas bandas a nascerem) que era maior do que se poderia imaginar, ou seja, não ficando as críticas à realidade local, mas críticas em outras partes do mundo que também sofriam com problemáticas diversas, como era o caso do continente africano que foi enredo para muitas das músicas importantes dentro a cena punk brasileira.

LUIZ EDUARDO DE JESUS FLEURY . Instituto Federal Goiano de Educação – Campus Trindade (IFGoiano-Trindade) . luiz.fleury@ifgoiano.edu.br

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The Voice of CSOs: Engagement of CSOs in democratic governance in Cabo Verde

The role of civil society groups in governance has been a keen topic in the field of Social Sciences, more concretely in Political Sciences, ever since Tocqueville`s Democracy in America was first made known to the public. However, only recently, scholars – including African natives and others, have started to reflect on civic participation in Africa. This research aims at bringing some contribution to such reflection by studying and analyzing the engagement of civil society organizations (CSOs) in policy-making process in Cabo Verde. Engagement is here understood as an active and an institutionalized participation of civic groups in the policy-making and policy-implementation processes, at both national and local levels. The research builds on two main questions: How differently do political parties with different ideological orientations (left and right) engage civic groups in governance? Secondly, “To what extent does the engagement of civic groups influence government performance?”  The paper departs from two hypotheses as tentative answers to the aforementioned questions: The first hypothesis states that left and right wing parties have different preferences for institutional arrangements, which either favor or difficult participation of civic organizations in the policy-process. The second one argues that the level of government institutional performance is correlated to the level of engagement of CSOs in policymaking processes. The data to be collected and used for the purpose of testing these two hypotheses should be comprised to period that goes from 1991 to 2016, the democratic period. This research is a case study type. However, comparative method will be extensively employed for diachronic and cross-national data analysis (Lijphart, 1971).

José Lopes . ISCTE-IUL . jose.lopes@iscee.edu.cv

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The Role of Human Rights Activism for Democracy and Development of the Democratic Republic of Congo

Since the colonial epoch, the people of the Democratic Republic of Congo have endured series of gross human rights abuses and violations that contributed to mass poverty. The advent of democracy following the fall of the dictatorial has brought less hope for true democracy in the country.  Democracy can be easily tested through the extent to which the provisions of a constitution are respected.  Similarly, the basic human right of citizens  is to participate in free and fair elections. Since 2006, elections happened in the country. Unfortunately, during the 2006 and 2011 elections, cases of gross human rights abuses and violations were observed with aggravated casualties. As the country prepares for the 2016 elections, voices are being raised about concealment to delay or cancel the ballots resulted into violent demonstrations with negative consequences on the human rights of the once more. Through the review of local and international laws and policies on elections as well as reports and literature on human rights abuses and violations especially those linked to elections, this paper: (1) establishes that, for a young democracy such as the one of the Democratic Republic of Congo, free and fair elections are paramount human rights; (2) argues that human rights abuses and violations linked to elections have not only falsified the democracy process but contributed to worsening the under-development of the country and (3) recommends an effective human rights activism whereby citizens hold the government accountable and responsible in implementing democracy processes that respect human rights and facilitate development.

Paulin Mbecke . University du Moyen Lualaba (DRC) & University of the Free State (South Africa) . pmbecke@gmail.com

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