Mutuali: desacato, neutralização e poder na linha de frente

I will talk about current disputes between state agencies, corporations and local communities in Mozambique. I discuss how the “non-static nature” of civil society influences contentious politics within the context of large-scale agribusiness projects, transnational extractive industry activity, public security challenges and political military crisis. I look at power relations in order to describe what I call “environment of contempt”, which is set up when issues on peoples´ livelihoods are critically affected. Then I discuss how “defiance” for “real change” can be hindered, despite the country having legal frameworks that encourage participation.

Analysing the “environment of contempt”, I debate John Gaventa´s perspective of power, exploring his approaches on quiscensense, powerlessness, spaces, levels and forms of power. Dynamics in these “environments of contempt” will set up conditions for a given struggle keep on a co-constructive or defiant pace, or get neutralized. During the presentation I will talk about the public audiences on ProSAVANA´s master plan in 2015, and how organisations like UNAC and ORAM behaved in that context.

Marcio Pessôa . Institute of Development Studies – University of Sussex

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Lançamento de Livros

Lançamento dos livros | Books exhibition
January 11 . 18:00 – 19:00

Sou Eu Mais Livre, Então. Diário de um preso político angolano, Luaty Beirão

Apresentação: Luaty BeirãoBárbara Bulhosa

Em Junho de 2015, Luaty Beirão e outros 16 activistas foram detidos em Luanda por estarem a ler uma adaptação do livro «Da Ditadura à Democracia», de Gene Sharp, e por questionarem publicamente a liderança de José Eduardo dos Santos. A história correu mundo, e provocou revolta contra a atitude despótica do regime angolano. Na prisão de Calomboloca, Luaty Beirão iniciou uma greve de fome que durou 36 dias e o deixou em perigo de vida. Antes, manteve um diário, escrevendo para preservar a sanidade mental. Estes escritos, que chegam a público pela primeira vez, são um testemunho único da resistência em pleno século XXI.


A Sociedade Civil e o Estado na Guiné-Bissau: dinâmicas, desafios e perspetivasMiguel de Barros

Apresentação: Ana Catarina Larcher Carvalho e Miguel de Barros

link

O livro é resultado de um estudo que apresenta um novo contributo aos desafios da construção do Estado na Guiné-Bissau, assim como uma nova abordagem do papel da Sociedade Civil e do poder representativo na democracia guineense. O autor com mais este livro lança a atualidade ideias de regime e de governação capazes de gerar participação e inclusão. E formas sustentáveis na utilização dos recursos e propostas na partilha plena dos benefícios do desenvolvimento. Temática interessante, ferramenta essencial para todos aqueles que pretendem exercer de forma ativa o exercício de Cidadania e assim contribuir na construção do país.

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Activism by Activists . Forum de Ativistas

Activism by Activists . Forum dos Activistas | Activists Forum

16:00 –  18:00


Lisa Rimli é consultora freelance na área dos direitos humanos. É mestre em história pela Universidade de Zurique com foco no colonialismo português em África. 2004-2007 foi responsável por Angola e Moçambique na Swisspeace, um instituto de pesquisa orientado para a prática na área de prevenção de conflitos. 2007-2013 foi investigadora na Divisão África da Human Rights Watch, dedicando-se a pesquisa e advocacia dos direitos humanos em Angola. Desde 2014 tem colaborado como consultora ou activista com diversas organizações não governamentais e defensores dos direitos humanos.


Ana Fernandes (aka Tica) membro da Plataforma Afrodescendentes Portugal, grupo de pressão junto das autoridades políticas, mas também espaço de convergência de diferentes colectivos e pessoas que trabalham para a defesa dos direitos dos afrodescendentes negros em Portugal. A plataforma surgiu em 2016 e esteve na origem da Carta Aberta ao Comité para a Eliminação da Discriminação Racial (CERD/ONU), onde 22 coletivos manifestaram o seu desacordo com o relatório apresentado pelo governo português a esse comité em Dezembro de 2016. Indo ao encontro dos princípios da Década Internacional dos Afrodescendentes (2015-2024), a plataforma exige um plano nacional com medidas específicas para os afrodescendentes, que parta de um verdadeiro diálogo entre as autoridades portuguesas e as comunidades afrodescendentes negras, e a recolha de dados estatísticos com base na origem étnico-racial.


Beatriz Dias é portuguesa e nasceu em 1971 em Dakar, Senegal. Mudou-se para Portugal com a família, originária da Guiné-Bissau, quando tinha quatro anos de idade. É licenciada em Biologia pela Universidade de Coimbra e mestranda em Comunicação de Ciência na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É professora de Ciências Naturais e de Biologia/Geologia no ensino básico e secundário. É ativista da organização SOS Racismo desde 2000 e fundadora e dirigente da Djass – Associação de Afrodescendentes, criada em Maio de 2016.


Ermelindo Quaresma de nome artístico, Lord Strike, nasceu em São Tomé, a 1 de Novembro 1972. Aos nove anos emigrou para Angola onde passou toda juventude e, onde teve o seu primeiro contacto com a cultura Hip hop através do breakdance. Em 1991, aos 19 anos decidiu partir para Portugal. Em 1994 foi convidado para ser DJ/Produtor do primeiro grupo de rap da Cova da Moura “Menace to Society”. Depois de algum tempo de retiro, volta em 2004, gravando o seu primeiro vídeo clip com rapper “Thugs”, “Não posso mais ver-te assim”. Em 2005, participa no Álbum “Putos Ki a Ta Kria” com alguns dos notáveis rappers da linha de Sintra. Trabalha desde 2004 na Associação Cultural Moinho da Juventude, onde trabalha como formador de informática, Web designer, co-responsável de estúdio de música para e equipamentos musicais, mediador relacionado com regularização de estrangeiro junto ao SEF. Foi monitor de jovens no âmbito de arte urbana em vários intercâmbios de Hip Hop em Toulouse (França), Liege (Bélgica), Oslo (Noruega). Nos anos seguintes, participou no Álbum “Realidade Nua e Crua” como rapper e director de produção; em 2012 repetiu a proeza com a produção do Álbum “Sosial Drama”. Fundador do evento Kova M Festival. No mesmo ano de 2012, terminou o seu primeiro trabalho a solo “Negritude”, um álbum que resulta das várias experiências vivenciadas ao longo do seu percurso de vida. A “Negritude” é um grito de revolta para a sua afirmação e luta incessante no combate à exclusão social, igualdade de oportunidade e valorização cultural.


Mamadou Ba que nasceu em 1974 no Senegal, activista e militante anti-racista, dedica-se a luta pelos direitos humanos há 16 anos. É licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Universidade Cheikh Anta Diop de Dakar; com um Curso de tradutor pela Universidade de Lisboa. Membro-Fundador da Associação Luso-Senegalesa, da Rede Anti-Racista de Portugal, da Diáspora Afrique, assim como da Aliança das Pessoas Africanas e de Ascendência Africana na Europa. Foi Membro do Conselho da Administração da Rede Europeia Anti-Racista de 1999 a 2010. É desde 2010, Membro Direção Nacional do Movimento SOS Racismo. Integra igualmente a Plataforma Afrodescendentes de Portugal. Tem várias artigos e participação em publicações sobre a temática da diversidade, do racismo e das migrações.


Maria Maomé Jordão Gomes Cravid Smith, Presidente da Mén Non – Associação das Mulheres de S.Tomé e Príncipe em Portugal 2010/2016. Mén Non – Associação das Mulheres de São Tomé e Príncipe em Portugal, com sede em Lisboa, Praça Don Afonso V, 7 – 6º Dto –2615/357. Alverca do Ribatejo Portugal. É uma Associação de forte cariz Sociocultural constituída por um grupo de mulheres que pretendem intervir na sociedade e cujo e principal objectivo é enaltecer e promover a mulher santomense. A Associação é uma organização independente, apolítica, não confessional e promotora do voluntariado, que se rege pelos princípios da igualdade de oportunidades e de tratamento e da Participação equilibrada entre homens e mulheres e da não discriminação em função do género, raça ou etnia, religião, orientação sexual, idade, condição socioeconómica, nível de escolaridade, ideologia ou outro. Fazemos parte da organização da campanha de solidariedade. Licenciada em Gestão de Recursos Humanos pela faculdade Lusíadas em Lisboa. Profissão – Mediadora Cultural nos Serviços Estrangeiros e Fronteiras (SEF).


Ana Raquel Mendes Rodrigues, nasceu em Lisboa, a 8 de Novembro de 1984. É Mediadora Sócio-Cultural, licenciada em Relações Internacionais pela Universidade Técnica de Lisboa com especialização em Cultura e Sociedade da América Latina. Mestranda em Estudos de Desenvolvimento, pelo ISCTE-IUL, Lisboa. Presidente da Direcção da FEMAFRO – Associação de Mulheres Negras, Africanas e Afrodescendentes em Portugal. Activista anti-racista e dos direitos humanos.


Moderação: Cláudia Almeida

Doutoranda da Universidade Complutense de Madrid e assistente de investigação do CEI-IUL. Investiga sobre eleições, violência eleitoral e processos de democratização e de peacebuilding pós-guerra civil em África, em particular, Angola e Moçambique. Foi investigadora visitante no CEA – Universidade Eduardo Mondlane e na FCS – Universidade Agostinho Neto, e doutoranda visitante no ICS – Universidade de Lisboa. Colaborou em vários projetos académicos no ICS-Universidade de Lisboa, bem como no projeto internacional Varieties of Democracy. Colabora atualmente na série televisiva documental Moçambique da Guerra e da Paz, da autoria do realizador moçambicano Sol de Carvalho.

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Mesa Redonda – 12 janeiro

Luaty Beirão. Activista e músico. Um dos pioneiros do movimento anti-governamental. No meu artístico conhecido como Ikonoklasta ou Brigadeiro Mata Frakuzx. Estudou engenharia electrónica em Inglaterra e economia em França. Em março de 2011, através de um espectáculo de música, mobilizou os angolanos para organizarem uma manifestação que exigia a demissão de José Eduardo dos Santos. Acusado de conspirar contra o Estado angolano foi detido em junho de 2015. Na prisão entrou em greve de fome como protesto. Liberto pelo supremo tribunal de Luanda em junho 2016, voltou a actividade musical, apresentando recentemente em Lisboa (após a proibição da realização do espectáculo em Luanda) o projecto “Ikopongo” criado junto com MCK. A Tinta de China acaba de lançar o seu livro “Sou eu mais livre, então. Diário de um preso político angolano”.

 

Juan Tomás Ávila Laurel, é um dos intelectuais guinéu-equatorianos de maior projeção internacional. Foi redator-chefe da Revista de Cultura y Literatura El Patio (Guiné Equatorial) entre 1999 e 2003. Desde então, tem sido um destacado ativista em defesa da democracia e dos Direitos Humanos, denunciando as violações perpetradas pelo governo Obiang na Guiné Equatorial. Conferencista em diversas instituições nacionais e internacionais, destaca-se também como escritor, com as obras Arde el monte de noche, Calambur, (Madrid), 2008; Guinea Ecuatorial. Vísceras(Con ensayo introductorio de Benita Sampedro Vizcaya. Valencia: Fundación Alfons el Magnánim, Colección Novatores, 2006) e Cómo convertir este país en un paraíso. Otras reflexiones sobre Guinea Ecuatorial (Malabo: Ediciones Pángola, 2005).

 

 

Leo Igwe is a Nigerian human rights activist and humanist. He was International Humanist  and Ethical Union representative for Western and Southern Africa. He has worked as activist with several issues including human rights violations, anti-gay hate, sorcery, witchcraft, especially “child witch”, ritual killing, human sacrifice, superstition, and anti-blasphemy laws. He is Ph.D student at Bayreuth International Graduate School of African Studies, University of Bayreuth (Germany), researching on “Witchcraft Accusation: A Case Study of Northern Ghana”.

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Mesa Redonda – 13 janeiro

Mesa Redonda de Enceramento

16:45 – 18:45


Nancy Dantas holds the position of Liaison Officer at the University of Cape Town. In addition to her role within the curatorship programme, she runs the Speaker Series, a programme of talks on curating and exhibition histories. She is currently reading towards her PhD in Art History with a focus on Exhibition Histories at Rhodes University (Grahamstown, South Africa). Nancy completed her MA in Contemporary Art, Theory and Criticism at the University of Essex under the supervision of Prof Margaret Iversen and holds a Postgraduate Certificate in Curatorial Studies and Exhibition Organization, awarded to her by the Faculdade de Belas Artes, Universidade de Lisboa. Over the past 10 years, she has worked as a curator, writer, reviewer, collections manager and translator. In 2008, she co-founded Marz Galeria (defunct) with partner Carlos Marzia.


Pedro Figueiredo Neto é arquitecto pela FAUP e doutor em Antropologia pelo ISCTE-IUL e em Antropologia Social e Etnologia pela EHESS (Paris). Entre outros aspectos, a sua investigação tem abordado a proliferação de espaços de excepção – tais como campos de refugiados e reassentamentos resultantes de projectos de desenvolvimento –, mas também a (re)elaboração de fronteiras e o papel da mobilidade no contexto africano, nomeadamente em Angola e Zâmbia. É autor de “Meheba : Le camp de réfugiés angolais en Zambie depuis 1971 et la question du retour des réfugiés en Angola”, in Un Monde de Camps, Michel Agier (ed.) (2014) ou, mais recentemente, “The Consolidation of the Angola—Zambia Border: Violence, Forced Displacement, Smugglers and Savimbi”, in Journal of Borderlands Studies (2016).


José Marcos Mavungo nasceu na aldeia de Piadinge, no Município de Buco-Zau, em Cabinda/Angola, aos 6 de Dezembro de 1958, sendo seus pais cabindas do antigo reino do Loango. Fez a instrução primária, o ciclo preparatório e o 3º ano dos liceus em Cabinda. Em Agosto de 1975, com a chegada da guerra, refugiou-se na República do Zaire, onde permanecerá até Abril de 1998. Distribui os 23 anos de refúgio entre os maquis das matas do Maiombe, em Cabinda (1975- 1977), o campo de refugiados de Lundo-Matende, o Centro Pastoral dos Padres de Cabinda, onde terminou as humanidades literárias, as Faculdades Católicas de Kinshasa, onde se licenciou em Filosofia, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Económicas (ISPL), onde se licenciou em Economia Financeira. É também detentor dum diploma de pós-graduação em Governação e Administração Local pela Universidade 11 de Novembro de Cabinda. Em 2003, em conjunto com os ativistas dos direitos humanos de Cabinda, fundou a Mapalabanda – Associação Cívica de Cabinda (ACC), onde exerceu o cargo de Vice-Presidente até extinção desta associação pelo governo angolano. Em 2015 foi detido pelo regime angolano e este encarcerado durante 433 dias por tentar organizar uma manifestação conta a má governação e as violações dos direitos humanos em Cabinda. Atualmente é professor universitário e ativista dos direitos humanos em Cabinda, tendo animado várias palestras e participado na publicação de três relatórios sobre as violações dos direitos humanos em Cabinda.

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A Moroccan exception? Roots and issues

The Arab World entered the third revolutionary era in 2010s. Popular protest movement shows the Arab peoples frustration with the delayof substantial reform of the post – colonial state regimes. Arab uprising revealed the deep discrepancy between state and the society in Egypte,Tunisia, Yemen and Syria. Morocco was an exception. Indeed, the revolutionary wave urged the Moroccanmonarchy to conduct top-down reforms. Is Morocco immune in upheaval? While discussing the process of transition in Morocco, the aims goal of this this proposition is to capture this specific moment when a desire for change and democracy regressions of the political game has been articulated.

 

Pr. Smail Kouttroub . Rabat University – Morocco . smail.iurs@gmail.com

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In the Name of the People. The Egyptian Left and the Uprising

Whilst scholars of Middle East politics had almost completely neglected the study of Arab Political Parties (with the notable exceptions of Islamist organizations, often outlawed)  arguing that their role was minimal within an authoritarian context, the ‘Arab Uprisings’ –which started in late 2010- seem to have brought the role of political parties back at the attention of international academia. This paper looks at the role of the ‘Egyptian Left’ both before and after the recent ‘Springs’. I will be presenting a general discussion of the situation of the main parties and movements of the Left in Egypt on the eve of the 25 January Revolution and then I will focus especially on the role played by both old and new Left  in the ‘eighteen days’ of Tahir Square and after. Based on my in Egypt , and on the analysis of documents and secondary literature looked through the lens of (modified) social movements theory, this paper aims at highlighting continuities and breaks in the thought and political action of the Egyptian leftist parties before and after the Uprising, and suggests that the Uprisings have offered the Left an unmissable chance to overcome the ‘traditional’ gap between ‘revolutionary rhetoric excellence’ and the its absence amongst the Arab masses. In doing so, I will devote special attention to the trajectory of Hizb al-Tahaluf al-Ishtiraki (Socialist Alliance Party), which was founded in the aftermath of the ‘Revolution’, bringing together older and younger generations of activists.

 

Gennaro Gervasio . Roma Tre University, Italy . gennaro.gervasio@uniroma3.it

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THE POPULAR COMMITTEES: THE LOCAL, THE ORDINARY AND THE VIOLENT IN THE EGYPTIAN REVOLUTION

This thesis argues for the prioritized productivity of the local, the ordinary and the violent in the framing and the analysis of the Egyptian revolution. I demonstrate this productivity through a case study in which I analyze the role of the Popular Committees (PCs) – the armed civilian neighborhood-watch groups that were formed in every street in Egyptian cities to compensate for the withdrawal of the police – in the revolutionary contention over the removal of Mubarak. Based on extensive ethnographic fieldwork, I use “the local” as an analytic category to draw the determinants of the variation in political relationships and inter-neighborhood class dynamics of the PCs in Alexandria and Cairo. While I hypothesize the PCs as a contender in a (Trotskyan) state-centered revolutionary situation, I use the lens of micro-sociological theories of Bayat to interpret the identity, the politics and the agency of local, ordinary small actors. I conclude that, while the PCs were socially conservative, their localized, block by block, appropriation of the legitimacy of the use of violence, performance and narrativization of the police enforced a strategically significant nationwide civilian anti-police curfew. They, subsequently, created a dual power situation that restricted the choices of the incumbent regime and permitted those organized regime challengers, sitting-in public squares, to safely and performatively demand the removal of Mubarak and take credit for it. By including the millions of PC members, the public space construction of the streets of Egyptian cities, and the use of force, I rewrite the strategic model of revolutionary contention that removed Mubarak, redraw the political and social map of the early days of the revolution, and explain its later developments.

 

Ahmed Saleh . American University in Cairo . saleh.ahmed@aucegypt.edu

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Kerkennah: A Movement of The Precarious Youth Against Extractive Capital

This paper will analyse the mobilisations of the precarious youth of the Tunisian island of Kerkennah. The social movement aimed to secure an income for its members from the multinational company Petrofac, which extracts natural gas from the nearby waters. In March 2011, during the revolutionary upheaval, the precarious youths of the island forced Petrofac to fund a state-managed employment program for about 250 young unemployed. In January 2016, Petrofac thought the time had come to roll back the concessions and stopped financing the scheme. This reignited the movement, which staged a sit in outside the plant blocking access to it. The riot police attacked the sit in on 3 April 2016 but it was forced to leave the island after twelve days of disorders. Petrofac had thus to sit at the negotiating table again and on 23 September 2016 it signed a new agreement granting employment to the protestors. The aim of the paper will be that of understanding the forms of consciousness and collective action of the Tunisian precarious youth five years after the revolution of which it was the protagonist. This will be done through the lenses of recent Marxist theorisations of existential and employment precariousness. More specifically, it will try to explain how the technical changes in the Tunisian “class composition” – and particularly the prominence of its “surplus” fraction – made possible the emergence of a social movement of this kind. The paper will contextualise the events in the historical perspective of neoliberal restructuring and of the more recent evolution of the Tunisian political landscape since the 2011 uprising. The research will be based on qualitative interviews with the participants and on online archival research.

 

Lorenzo Feltrin . University of Warwick . l.feltrin@warwick.ac.uk

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