Responsabilidade Social Empresaril da Indústria Extractiva, Protestos Populares e Desenvolvimento em Moçambique

No presente artigo discute-se a influência dos protestos populares, levados a cabo pelos reassentados em Tete, nos processos de renegociação das suas condições de vida e reajustamento, nas margens, das políticas do sector mineiro em Moçambique. A operacionalização do objectivo central do trabalho foi garantida pela utilização de três técnicas, nomeadamente a process tracing, análise de conteúdo e Structural Equatiom Modeling (SEM). Da análise resulta o argumento segundo o qual as manifestações de Cateme, ao exporem publicamente a imagem das empresas e levantarem questões sérias sobre o papel do governo, forçaram uma mudança de atitude por parte destes dois actores, dando origem à aprovação do decreto relativo ao reassentamento motivado por razões económicas e a política de responsabilidade social empresarial para as indústrias extractivas. Porém, para além destes dois dispositivos, a partir dessa altura, a maioria dos arranjos institucionais do sector extractivo foi revista, desde a política e estratégia dos recursos minerais até aos regimes de tributação. Por outro lado, além de confirmarem alguns dos argumentos construídos com base na análise de conteúdo, os resultados estatísticos parecem apontar para a precariedade dos programas de desenvolvimento social das empresas mineiras e seus limites na redução de pobreza e alteração da estrutura da economia nacional.

 

Andes Chivangue . Eduardo Mondlane University . chivangue@gmail.com

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SEX ENTERPRENURSHIP: INSIGHTS ON NIGERIAN BOOMING INDUSTRY

The period, Arab Spring, crystallized, ushered in unprecedented quick-running machinery for Nigerian sex migrant workers to have their enterprise plied abroad via Sahara, “the  largest hot Desert “and Mediterranean, “the most trafficked Sea.” Multiplicity of national and ethnic groups make up the most populous Black nation. Nigeria counts more than 250 groups and burdened by a number of challenges. Bini or Edo, a minority ethnic extraction had dominated the sex trafficking enterprise-for over three decades. (U S Department of Trade Trafficking Report 2012). Up to 80% of woman trafficked from Nigeria to Europe belonged to Edo (IOM). The paper investigates migration drivers vis-a-vis poverty and structural inequality- that trigger the surge in profession hitherto reputedly practiced along ethnic line, but now shared out with the major group. It focuses the dynamic potential and cross-cutting migration impacts of the emerging, but bigger group, covering a wide range of geographical and ecological zones on the family on one hand, the effects on the society at large on the other hand. It affirms the axiomatic relationship between migration and crime on account of symbiotic alliance of sex migrant workers and criminal gangs. Examining the roles of officers at all stages of trafficking movement. And the web of networks connecting countries together with one of the greatest sources(Nigeria), transit and destination (Libya), and dreamed host continent,(Europe) constituting a transnational social space facilitating migration flows.

 

Emmanuel O Adeyemi . Faculty of Arts Department of Theatre Arts University of Ibadan Oyo State Nigeria . emmanadeyemi@gmail.com

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Ativismo fotográfico empoderamento através do olhar

Os poderes da imagem são medidas que se reverberam no olhar, ideologias que transmutam a própria realidade na afirmativa do imaginário ao empoderar-se em uma causa.  A imagem na internet, em específico as redes sociais, tem uma linguagem e surge como uma ferramenta de divulgação de informação. Uma vez que a imagem é construção de um meio cultural, a mesma com o seu poder de gerar discurso é tida no seu teor de análise como ativista, na medida em que revoluciona, provoca e questiona, então surge como complemento a todo o sistema de rede e informações  ativistas. Tal instrumento nos movimentos de lutas LGBTs serve para empoderar o ativista na composição do espaço social visando ocupar zonas antes não permeadas em informação rápida e direta e para diante empoderar. Pensar ativismo é também refletir sobre linhas soltas em que se pode encontrar no processo de luta, então refletir a imagem na perspectiva do olhar, do lugar de onde se olha e por que se olha é está alerta para repressões da própria luta ativista nas causas LGBTs. Então, empoderar a imagem e quem a olha é de grande significância, pois a imagem tem o papel de representatividade e identidade, ela alargar os padrões sociais e desconstruindo uma imagem criada em um tempo histórico e reconstruindo a diversidade da própria identidade do sujeito.
Vinícius Pereira de Sousa . Universidade Estadual Vale do Acaraú . vinicius.vr.rodrigues88@gmail.com
Antônio Mescla Vasconcelos Braga . Universidade Estadual Vale do Acaraú . wesclabraga@gmail.com

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FANI-KAYODE: TRANSGRESSÃO E ATIVISMO NA FOTOGRAFIA HOMOERÓTICA AFRICANA

Esta pesquisa busca analisar a produção artística do fotógrafo nigeriano Rotimi Kani-Kayode (1955-1989) que encontrou na fotografia um meio de expressar, de forma sensível e transgressora, a questão da homossexualidade, e trazendo também o seu próprio corpo, nu, como foco central das composições.  Através dessa análise, pretende-se compreender como a arte pode se tornar uma ferramenta cultural e política para tratar da questão da identidade, principalmente de sexo e de gênero, provocando uma reflexão quanto às percepções convencionais e conservadoras sobre o tema.
Debora Armelin Ferreira . Faculdades Metropolitanas Unidas – FMU/FAAM – SP . deboraarmelin@hotmail.com

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(At the edge) Of Power. Being transsexual in Angola via kuduro

Urban Angolan culture has rarely given space to the narrative construction of homosexuality and even less of transsexuality. Curiously the theme began to occupy the public debate through the rapid rise in the musical limelight, of Titica, a transsexual who, starting from kuduro ranges now in various popular musical genres in Angola auto-representing herself  in a complicated game of mirrors that affirm and diluted at the same time, her transsexuality. My intervention aims to analyze how  Titica is creating her place in the Angolan popular music culture, but also to analyze how her success is being able to trigger a series of processes that,in a more or less explicit way,  are breaking the wall of silence until now existing around the homosexual and transgender issues in that country. Reflecting on what kind of self-narrative strategies Titica is acting in her  video-clips, I aim to show  how she is also occuping a prominent place in the incipient debate on LGBT themes in his country.

 

livia apa . Union-Napoli . liviaapa@gmail.com

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ATIVISMO, GÊNERO, CORPO E LUTA CONTRA O RITUAL DE MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA-MGF EM GUINÉ-BISSAU

O texto emerge da feitura do trabalho de conclusão de curso (TCC) do Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades – BHU, na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), situada no Estado do Ceará, Nordeste do Brasil. Metodologicamente efetuou-se uma investigação interdisciplinar em humanidades sobre Mutilação Genital Feminina – MGF como uma prática que viola os direitos humanos das mulheres de Guiné-Bissau.  Analisou-se fontes escritas e orais, sobre a MGF, conhecido no crioulo da Guiné de “fanado de mindjer”, gênero, corpo e história. Especificamente, focou-se na luta dos ativistas para eliminar a prática da Mutilação Genital Feminina na Guiné-Bissau, evidenciando-se as consequências e/ou os riscos físicos/psíquicos de saúde que a MGF pode causar à vida das mulheres, entre eles, a possibilidade de transmissão da SIDA/AIDS, e ainda, destacando-se que o governo, atendendo as reivindicações dos movimentos sociais organizados, aprovou a Lei 14/2011, tipificando a MGF como crime punível com prisão. Em Guiné-Bissau, podemos dizer que o “saber local” (GEERTZ, 1997) encontra-se “amarrado a teias de significados” (GEERTZ, 1973, p.15) de um determinado território, povo, língua, cultura, apresentando “técnicas corporais” (MAUSS, 1974) diversas ao saber/fazer ocidental, cristão e cientificista. Para tanto, mergulhou-se nas contradições internas/externas dos ritos, histórias e das práticas tradicionais dos povos que praticam a MGF. Por fim, evidenciou-se nas fontes problematizadas a necessidade de mediações educativas que possibilitem sensibilizações de luta e resistência contra essa prática que prejudica a saúde das mulheres.

 

Roberto Kennedy Gomes Franco . Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – UNILAB . robertokennedy@unilab.edu.br

Elísio Júlio Fernandes

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Mapping out topographies of power in relation to Multinational Corporations and local actors in Cabo Delgado province, Mozambique

In my paper I will attempt to unpack local political trajectories and power dynamics that civil society actors and grass-root activists find themselves when they engage and respond to the presence of extractive industry (Liquefied Natural Gas project) in the province of Cabo Delgado, Mozambique. The paper will contextualise and historicise local actors, attempting to indicate what shapes them as active agents in relation to international capital in a postcolonial setting. I will attempt to map out other actors, relevant for understanding local power dynamics – international NGOs, local and traditional authorities, state authorities and international capital companies. Such mapping of power dynamics, inspired by James Ferguson criticism of commonly used verticality of “state – civil society” opposition, will allow to better understand possibilities and constraints of everyday citizenship practice and shed light on existing modes of governmentality, which are significantly connected to transnational networks. The paper will become a basis for my master thesis, which, I hope, will be further supplemented with data collected during field study in Northern Mozambique.

 

Jevgenija Kovaliova . Centre of African Studies, University of Copenhagen . ekovaliova@yahoo.co.uk

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Gênero e Sexualidade no Sul global: um olhar para feminismos africanos sob a perspectiva pós-colonial

O processo de colonialidade, mundializado pela modernidade europeia através da África e das Américas, contribuiu para um modelo de sociedade internacional heteronormativa, patriarcal, machista, racista, LGBTfóbica e excludente, com base em hierarquias presentes nas relações sociais em questões de classe, raça e gênero. Este trabalho tem por finalidade apresentar vários estudos sobre gênero e sexualidade através da história bem como suas diferentes posturas sobre tais questões. A partir disso, busca-se apresentar a possível origem e trajetória, do que viria a se chamar de movimentos feministas, tanto no Norte quanto no Sul global, para através do arcabouço teórico dos Estudos Pós-coloniais, apontar como os feminismos ocidentais acabam reforçando a diferença colonial estabelecida entre o Norte e o Sul global. Neste sentido, busca-se apontar através da perspectiva Pós-colonial como as questões de gênero e sexualidade são alvo das colonialidades e como os feminismos ocidentais acabam reforçando a diferença colonial estabelecida entre o Norte e o Sul global.

Walkis Stwart Bezerra Alves . ASCES-UNITA . walkis.stwart@gmail.com

 

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NOS LIMITES DA (IN)TOLEÂNCIA: O ATIVISMO DA SOMALI AYAAN HIRSI ALI NA ESCRITA DE “INFIEL, A HISTÓRIA DE UMA MULHER SEU DESAFIOU O ISLÔ

Neste estudo, investigou-se como a ativista somali Ayaan Hirsi Ali, em sua autobiografia Infiel, a história de uma mulher que desafiou o islã (2007), constituiu a si nos diferentes espaços entre África, Ásia e Europa, parindo de sua experiência afro-islâmica. Essa obra, no período de seu lançamento, alcançou sucesso de vendas no mercado editorial de diversos países, tendo como marca fundamental a fragmentada subjetividade contemporânea de uma imigrante que, ao renunciar ao Islã, empreendeu uma luta pela liberdade de expressão enquanto mulher, que lhe rendeu a condenação à morte por fundamentalistas muçulmanos. Neste estudo, contou-se com as referências teóricas de Joseph Ki-Zerbo (2010) sobre a história da África, com o estudo acerca das matrizes culturais africanas, de Amadou Hampâté Bâ (2003; 2010). Quanto ao espaço biográfico contemporâneo, utilizaram-se os conceitos de Leonor Arfuch (2010; 2013). Os estudos de Stuart Hall (1996; 2000) viabilizaram reflexões acerca das questões identitárias e diaspóricas. Os constructos de Edward Said (1990; 2003; 2005) foram acionados para tratar sobre as demandas identitárias no exílio e sobre o orientalismo. Néstor Garcia Canclini (2005) foi imprescindível na discussão sobre as culturas híbridas e sobre o local dessas culturas. Utilizaram-se, ainda, os estudos de Homi Bhabha (1991; 2005), entre outros, que contribuíram para a reflexão acerca dos espaços do eu de Ayaan Hirsi Ali construídos em Infiel.

 

EUMARA MACIEL . Universidade Federal da Bahia . eumaramaciel@hotmail.com

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Agricultura Industrial, commodities, cacau, mandioca, latex batatas

O presente artigo tem como objeto reflexões sobre três epidemias agrícolas, a epidemia das batatas, na Irlanda do século XXI; a epidemia da Vassoura de Bruxa, no Sul da Bahia, no último quartel do século XX e a epidemia do Listrado Castanho da Mandioca que ameaça a subsistência de 300 milhões de pessoas em África, nesse inicio de século. Na construção do texto, perseguiram-se as seguintes questões: a agricultura industrial e os impactos da Revolução Verde, a ciência moderna e os conhecimentos ancestrais; o mercado internacional de commodities agrícolas, a ciência, a técnica e a tecnologia e as epidemias agrícolas em tempos de Revolução Verde.    O ponto de partida das analises é o quilombo de Empata Viagem, localizado no Sul da Bahia, Brasil. Vivem no quilombo cerca de 250 famílias que cultivam mandioca em solos pobres e ácidos e cacau nos solos férteis dos boqueirões. As politicas públicas de apoio à agricultura familiar estão contribuindo com o avanço do pacote tecnológico da Revolução Verde e, consequentemente, com a perda das tecnologias agrícolas ancestrais, fatores que colocam em risco a segurança alimentar e nutricional.

 

Eduardo . Universidade Federal da Bahia . eaguimaraes@uneb.br

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